Mostrando postagens com marcador Pedro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pedro. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Agosto, tempo de renascer...

O mês começou com feriadão para nós. Dia 1/8 é aniversário da cidade onde moramos e este ano, para nossa alegria, caiu numa segunda-feira. Mas nem prestamos muita atenção nesse detalhe, porque o que estava por vir era o que importava.

Dia 2/8, data mágica, milagrosa, especial... aniversário de sete anos da nossa princesa guerreira. Ela estava animadíssima e mais feliz ainda porque a vovó Vanja tinha vindo passar a semana com ela.

Para dar início às comemorações, enchemos o quarto dela de bilhetinhos com mensagens carinhosas: "Amamos você!", "Você é nossa princesa!", etc. Ela tem o costume de fazer isso conosco. Sempre prepara esse tipo de mimo para mim e para o Lê, deixando bilhetinhos nas nossas gavetas.

Logo que acordou, ela ficou toda contente ao encontrar os papeizinhos grudados por todo o quarto. Na sequência, ganhou uma cesta de café da manhã dos avós. Ela nem sabia o que comia primeiro... hum, tantas guloseimas!



Passou o dia brincando muito e atendendo o telefone. Ela fez questão de conversar com todos que ligaram desejando "feliz aniversário", sempre muito simpática e solícita (rs). À tarde, fez bolo de chocolate com cobertura de confete, conforme havia me pedido, juntamente com a vovó. Cantamos parabéns à noite. Apenas eu, papai e vovó. Pra ela, a alegria já era enorme!!!


A sessão de químio foi feita na quinta-feira. O frio era de doer - durante a madrugada, tinha feito 3 graus! Fomos cedo para o Hospital Estadual, com muita roupa e cobertor na mala. Talvez em função do frio, e também por causa do medo, as veias estavam "escondidas". Foram duas picadinhas para achar uma delas, muito choro e dor. Tadinha! Ficou até com o braço roxo...

O soro foi rápido, apenas duas bolsinhas, e logo viemos embora.

Mais festa estava por vir. Na sexta-feira, chegaram vovô Nelson e o priminho Pedro. E, no sábado, tia Gi e tio Marlon. Vovô Hélio e vovó Ides também vieram cedo e a casa ficou repleta de boas vibrações.

Enfeitamos o quintal com bexigas, a mesa com docinhos e cupcakes (feitos carinhosamente pelo amigo Diego), e nos reunimos para agradecer a Deus pela alegria de ter a Luíza em nossas vidas.


Foi um momento delicioso! Ela estava muito, muito feliz mesmo! Divertiu-se tanto que parecia que estava em um buffet cheio de brinquedos e crianças...

Ganhou presentes, cantou parabéns, soprou a velinha da Tinker Bell e fez um pedido secreto. Ela disse que só me conta quando ele se realizar... estamos curiosos, Lulu!




Outro momento inesquecível foi o passeio com o primo para empinar pipa. Eles curtiram pra valer a brincadeira, junto com toda a família.










Hospital agora só dia 18. Semana providencial de folga para, em seguida, partir para a reta final. Apenas mais DUAS SESSÕES. Dá pra acreditar?

Em setembro, vida nova, tudo novo de novo...

Obrigada a todos que mandaram presentes, mensagens, orações, que telefonaram e que nos fizeram mais uma vez sentir a força dos bons pensamentos.


Beijos

domingo, 26 de junho de 2011

A felicidade é do tamanho que a gente faz...

Olá!

Tem certas coisas que você só aprende com a experiência de vida. Eu, por exemplo, posso dizer que todos os dias tenho conhecido uma nova maneira de enxergar o mundo. Claro que reclamo das coisas, que nem tudo acontece como eu queria... tem dias em que me revolto também. Porém, certos acontecimentos são boas lições para todos nós.

Junho chegou e trouxe com ele as festas tradicionais. Fiquei um tiquinho triste por pensar que a Luíza neste ano não iria participar desses eventos. Ela, como sempre, não reclamou de nada, não comentou nada sobre o assunto e, talvez, nem estivesse preocupada com isso mesmo.

No feriadão, recebemos visitas mais do que queridas: os avós de Rio Preto, o priminho tão amado e os tios/padrinhos mais bacanas desse mundo. A tia Gi, carioca que só ela, ligou perguntando se seria conveniente fazer uma festinha junina surpresa para a Lulu. Respondi que seria ótimo!

Sábado à tarde começaram os preparativos para o grande "Arraiá da Luíza". Ela ajudou a pendurar as bandeirinhas na maior animação. À noite, vestiu a roupinha de noiva do ano passado, colocou o chapéu de tranças e emprestou o rosto pra mamãe pintar muitas bolinhas. Ficou uma lindeza, sô!







A felicidade dela era tanta que nem dá para explicar. Disse que queria dançar quadrilha. Ela lembrou de todos os passos e ensaiou vovô, vóvó, mamãe, papai, tio, tia...

O clima ajudou. Não estava frio e ficamos todos juntos em volta da mesa no quintal, repleta de guloseimas: pé-de-moleque, pipoca, milho, paçoquinha... Ela sorria, brincava com todos, comia... até que falou: "vamos, gente, dançar!".

Tia Gi providenciou a música e a quadrilha foi formada. Como o noivo fugiu (o Pedro não quis dançar de jeito nenhum!), Luíza dançou com o papai. Mamãe aproveitou que ficou de fora da roda para fotografar cada momento.

Sério: nunca vi uma quadrilha tão divertida! Aliás, nunca tinha visto meu pai dançar quadrilha com tanta dedicação... nem minha mãe se requebrar direitinho ao som da sanfona! Tio Marlon e tia Gi deram show, enquanto vovô Nelson e vovó Vanja eram uma animação só! Que festa linda!

Nossa princesa estava plena de felicidade no meio da roda. Sua animação, suas gargalhadas, sua dança contagiante nos mostrou o quanto podemos escolher ser feliz. Grande lição Luíza nos deu mais uma vez. Ela optou por se divertir, por aproveitar cada minuto da festa, sem lamentar nada. Só viveu aquele momento da melhor maneira possível.

Essa minha menina é de ouro mesmo!!!

****************
Na semana passada, a quimio foi rápida. Luíza dormiu o tempo todo. Eu aproveitei para conversar com a dra. Ana. A nefrologista que iria nos acompanhar foi embora de Bauru. Fizemos os exames que ela pediu, marcamos retorno, mas não teremos mais o atendimento. Dra. Ana disse para esperar um pouco, já que não é caso de urgência. Assim que terminar o tratamento, ela nos indicará outra médica para acompanhar a Luíza nos cuidados com o rim.

Reforçou mais uma vez que o tratamento está indo bem e que logo chegará o fim. E nos deu uma ótima notícia: disse que a Luíza já pode ir ao cinema!!! Claro que temos que escolher uma sessão tranquila, de preferência num dia de semana à tarde. Ela pediu para não falarmos isso pra Lulu pra não causar ansiedade, mas garantiu que ela tem condições de dar um passeio como esse, ou talvez no zoológico, num dia de pouco movimento...

Foi uma alegria imensa ouvir isso! Sinal de que as coisas estão caminhando bem e que esse pesadelo está chegando ao fim.

Vamos com calma, nada de afobação. Podemos estudar uma maneira de dar essa alegria para a Luíza sem expô-la a riscos desnecessários. Afinal, em time que está ganhando não se mexe.

Nessa semana, Luíza está de folga da quimioterapia. Agora, só deve voltar ao hospital em julho. Alívio!!! Em julho também deverá fazer ressonância magnética para reestadiamento. Ou seja, para checar se está tudo bem.

E estará tudo em ordem, tenho fé!

Beijos e boa semana a todos!
PS.: se passarem por aqui, deixem um recadinho! A gente adora ler tudo o que vocês escrevem. Para quem tem dificuldade em postar, uma dica: use a conta do orkut para fazer o login (mesmo e-mail e senha que você digita para entrar no orkut, ok?). É só escolher no perfil "Conta do google".

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Dilemas, eles sempre aparecem!

Apostar na alegria ou na prevenção? Tem horas que uma se opõe à outra e é necessário fazer uma escolha. Difícil, diga-se de passagem!

Com esse frio que anda fazendo, estamos enclausurando a Luíza o quanto podemos. Temos muito medo de expô-la à friagem e à bagagem que costuma vir junto com o inverno: gripes, resfriados, viroses, etc, etc, etc...

Mas, pensa bem: viver 24 horas trancada em casa não é mole, não! E olha que ela é bastante compreensiva e nem fica pedindo muito pra sair.

Sábado, aproveitando o solzinho da manhã, saí com ela pelas ruas do bairro. Um passeio simples, mas que pra ela tem muitas nuances. Ela sempre encontra algo diferente pela rua para observar. Dessa vez, descobriu que tem cactos plantados nas calçadas da vizinhança. E ficou encantada com essa planta que só conhecia dos desenhos do Pica-pau!

A corrente de ar estava cortando a pele de tão gelada. Então, encurtei nossa voltinha e rumamos de volta ao lar. Porém, antes de chegar ao nosso portão, passamos em frente à casa dos nossos vizinhos e amigos Fer e Flávia. Luíza, que adora a Letícia (filhinha deles e nossa afilhada), escutou barulhos vindo da garagem e espiou pelo portão. Letícia também a viu e foi uma festa. Queria porque queria ver a amiguinha! Flávia abriu o portão, meio receosa, pois sabe que Luíza ainda não pode ficar tão pertinho de outras crianças.

Quando as duas se viram frente a frente, foi uma coisa doida! Letícia, que só tem dois aninhos, estava louquinha pra ficar perto da Luíza que, por sua vez, queria abraçar a Letícia... ai, gente, meu coração partiu! As duas se gostam muito e nós acabamos colocando um muro entre elas!!! Mesmo assim, com certa distância uma da outra, as duas brincaram, riram, se divertiram a valer. Tão lindo de ver!!!

Sei que a Flávia e o Fer entendem perfeitamente porque temos cuidado redobrado. Não é só com a Lelê, é com todas as crianças. O único que chegou perto da Luíza nesse tempo todo de tratamento foi o Pedro, o priminho dela. Esse encontro é realmente inevitável! Os dois se amam demais, o Pedro sente falta dela e ela mais ainda dele. Então, uma vez a cada dois meses (mais ou menos), ele vem visitá-la.

Precisamos colocar na balança e pesar bem a situação: permitir essa alegria a ela nesse momento é mais saudável do que colocá-la numa redoma de vidro? A gente acredita que sim, por isso, promove o encontro dos dois. Claro que todos sabem que, para isso, o Pedro tem que estar superbem de saúde e a Luíza também, para que o próprio organismo sirva de barreira contra vírus e bactérias intrusos...

Domingo, outro dilema: Luíza queria ir na casa da vovó. É a segunda casa dela. Todos os dias, quando saía da escola, era pra lá que ela ia até eu chegar do trabalho. Então, o território é dela.

Como vovô e vovó estavam bem de saúde, eu a levei um pouquinho lá. Foi uma alegria enorme ao entrar na casa. Ela corria de um cômodo a outro, pegava seus brinquedos, ia no jardim, tudo muito intenso para aproveitar o tempo que estava lá. Ficamos pouco e ela me fez prometer que vou deixá-la passar um dia inteiro lá no próximo final de semana. Mais uma vez o dilema: alegria ou prevenção?

Ai, como eu quero essa liberdade de volta!


                                                                 Luíza e Letícia

Luíza e Pedro

E, por falar nisso... amanhã partimos para mais um dia de hospital. A décima quinta sessão de quimioterapia. A previsão é de que teremos mais oito pela frente, até dia 23 de agosto. Amanhã faremos hemograma e, na sequência, teremos dois medicamentos para tomar: vincristina e actinomicina. Não deve ser tão demorado, mas também não será dos dias mais rápidos.

Mais uma vez, ela ficou tensa com a ideia de ir ao hospital. Comentou várias vezes que amanhã seria dia de quimio. E, agora à noite, estava impaciente e nervosa. Não queria dormir para não chegar logo amanhã. Foi uma longa conversa, com muitos "nãos" vindos da parte dela: "não quero acordar cedo", "não quero ir ao hospital", "não quero pegar veia"... "Nãos" que doem na mamãe e no papai! Mas, vamo que vamo!!! Menos um dia de hospital, certo?

Boa noite, amigos!

Até mais...